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O que 'caçador de tesouros' achou em praia que recebeu 1 milhão de pessoas no réveillon em SC
08/01/2026
(Foto: Reprodução) 'Caçador de tesouros' acha itens perdidos após réveillon em praia de Balneário Camboriú
🎆 O réveillon de Balneário Camboriú é um dos maiores de Santa Catarina e reúne cerca de 1 milhão de moradores e turistas na Praia Central. Com o grande fluxo de pessoas, a perda de joias, documentos e acessórios se torna comum. Para quem perdeu algo de valor ou sentimental, há uma pequena chance de o item ser encontrado por Mateus Natan da Silva, conhecido nas redes como "caçador de tesouros".
O jovem conta que apesar da alta temporada ter mais gente e encontrar mais coisas perdidas, a grande maioria é de pequeno valor. No perfil nas redes, publicou um vídeo onde mostrou as muitas bijuterias, óculos de sol e outros objetos que foram para a coleção de “tranqueiras”.
“Virei um acumulador. Tem um monte de tranqueira em casa”, conta Mateus.
De valor, o jovem diz que foi resgatada uma pulseira de aproximadamente R$ 500, uma aliança e anéis de prata. Ele conta que a "caçada foi muito boa" com itens significativos em poucos minutos passando o detector aparelho detector de metais na praia.
No entanto, a viagem nunca é perdida porque além dos achados, Mateus e a família conseguem tirar muito lixo na praia. Dentre as coisas mais inusitadas que encontrou tem dentadura, algemas de polícia, um motor de barco e até mesmo um Iphone que estava funcionando.
Itens encontrados na Praia Central após festa de réveillon
Instagram/Reprodução
🪙🏝️ Resgate de tesouros
Mateus Natan também atua resgatando itens perdidos pelas pessoas nas praias. Quem perdeu algum objeto de valor material ou até mesmo emocional pode contratar Mateus para fazer uma busca no local possivelmente perdido. O que era hobby, também virou negócio.
Para realizar um resgate, o caçador cobra a metade do valor do item por conta de deslocamento e uso de equipamentos. A outra parte do valor é paga somente quando encontra o tesouro.
Os valores variam de R$ 600 a R$ 1 mil em áreas secas e podem chegar até R$ 3 mil caso precise mergulhar, a variação de distância e dificuldade também pode alterar os valores.
Apesar de atuar como resgatista de pertences, o jovem conta que a maioria composição da renda é fruto da produção de conteúdo nas redes sociais. Atualmente, acumula mais 800 mil seguidores no Instagram e TikTok. Inclusive, o jovem tem feito vídeos de detecção até mesmo fora do Brasil, como em uma viagem recente para o Chile.
Jovem já viajou para fora do Brasil com seu equipamento de detecção de metais
Divulgação/Arquivo Pessoal
Como Mateus começou a achar itens perdidos?
Foi em uma viagem ao Paraguai, quando tinha 15 anos, que a ideia de comprar um detector surgiu. No início, tinha a ilusão de que encontraria muito ouro na praia.
Na época, ele e o pai compraram um detector simples para experimentar. Não acharam nada de valor, mas resgataram muito lixo da praia. A ideia acabou não vingando e eles desistiram de caçar tesouros.
Foi depois da pandemia que o pai resgatou a ideia: “O que tu acha da gente voltar a caçar? Só que agora fazer uns vídeos?”. E foi assim que Mateus se tornou caçador de tesouros com o detector de metais na internet.
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